E o trânsito?
Não sou do tipo engajado. Não precisamos de grandes revoluções. Sempre achei que se cada um cuidar da sua calçada, a rua toda fica bonita.
Mas hoje quero deixar aqui minha opinião sobre o trânsito de São Paulo: está uma merda. Estou sendo eufemista.Não sei o autor desta pérola de foto de São Paulo.
O que me motiva a escrever foi o fato de ter recebido duas multas em 15 dias por trafegar pelo corredor da Rodovia dos Bandeirantes na entrada de São Paulo. A descrição da multa é “Não guardar distância de segurança lateral e frontal (...)” sem especificar a tal da distância, isto fica a critério e humor do “seo” polícia.
Mas quero descrever melhor: este trecho onde o “seo” polícia achou que faltou segurança tem normalmente de 5 a 10 Km de tráfego parado entre 9h e 10h30 (horário em que trafego). O espaço que sobra entre os carros na (boa) rodovia fica entre 2 e 2,5m de largura, minha moto deve ter pouco mais de 1m de largura. Só para comparar, o corredor de motos (que posso considerar seguro pela lei certo?) da Av. Sumaré tem 1,5m.Mas o problema é maior que minhas multas.Segundo o DETRAN são mais de 7,2 milhões de carros em São Paulo. Analisando rapidamente (excluí motos da conta) vemos que são mais de 500 carros por dia entrando em circulação na cidade. É uma bomba relógio que ninguém está querendo desarmar.A Soninha esteve na band esta semana e falou sobre isto que é o principal problema desta cidade a ser resolvido. Ano de eleição cambada, presta atenção!Mas parece que é melhor deixar como está. Por melhor que seja o papinho de “estamos evitando mortes de motociclistas”, é mais grana para um governo que cresce 13% de arrecadação no trimestre mas deve crescer ridículos 3% do PIB no ano! Abaixo da meta de inflação que está em 4,5%...O que me motivou a virar motociclista não foi a ecologia, confesso. Mas é um efeito colateral bom para a cidade! Menos trânsito e menos combustível queimado para todo mundo.Nestes meus 6 anos de motociclista já vi e sofri barbarides: já tomei no peito bitucas de cigarro, lata de cerveja(!), já vi fechadas de ferraris e camaros a mais de 200Km/h numa rodovia lotada, acidentes bastante feios (nenhum de moto) para me lembrar do perigo que é pilotar uma moto, caminhões desregulados que me deixaram com a cara preta de tanta fuligem...E de tudo isso acho que o que me deixou pior até agora não foram as multas, foi o pensamento de vender minha moto para voltar a trabalhar de carro. Se continuar andando de moto corro o risco de perder minha carta e não ter como ir trabalhar. Aí, já que é para ficar parado no trânsito, pelo menos fico com ar condicionado, sonzinho... quem sabe posso até usar meu celular bebendo cerveja e jogar a lata no motociclista mais próximo para ver se ele acorda também.Comments [0]
The Internet
A internet como conhecemos está morrendo, aliás já disseram que morreu em 2010. As pessoas querem procurar menos, clicar menos, "swipar" menos, "pinchar" menos e ter tudo o que tem hoje mais rápido e mais fácil.
O tal do Google Project Glass só está engrossando um coro que alerta: a internet é individual, cada pessoa vai andar com ela fazer dela o uso que bem entender. E as pessoas continuam pensando em browsers, mouses e teclados quando querem falar da "internet".
Situação real: você acorda no horário previsto, sua cafeteira começa a preparar o café. Enquanto você lava o rosto, seu celular lhe avisa que ocorreu um acidente no seu caminho para o trabalho (ainda tem chefe que acha que você tem que estar lá pra trabalhar) e já sugere a alternativa. No carro, você ouve as notícias que o carro baixou pelo podcast. Aí na volta da firma, sua geladeira te manda um SMS para avisar que acabou a cerveja...
Tá tudo aí: informação relevante e em sincronia com você (opa! Digital out of home?), integração entre tecnologias e resposta rápida. Cadê o teclado? Cadê o browser? Cadê o facebook? Pois é, tem gente achando (alguns tendo certeza) que a internet é o facebook...
Mas pra tudo isso começar, a mudança principal não deve ser de tecnologia. Deve ser de gente.
Agora o mais irônico disso tudo: precisei de um teclado e um browser para poder publicar isso na "internet". =)
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Itaucard II - Temporada 2012
– Oi! Em que posso ajudar?
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Itaucard I - Temporada 2012
3m24s até chegar em alguém...
– Boa noite, em que posso ajudar?
– Olá! Meu cartão venceu em fevereiro e eu não recebi o novo, muito provavelmente porque eu me mudei de endereço. Você consegue enviar pra mim?
– Claro, me informe por favor os 4 últimos dígitos do cartão
Consultei no bankline e respondi:
– 4571.
– Ok senhor, qual o novo endereço?
– Av. ****, deve estar aí no cadastro de vocês, alterei essa semana.
– Aqui consta o endereço antigo...
– Poxa vida, alterar pelo site não adianta nada?
– ...
– Querida, enquanto você se localiza, veja se consegue me ajudar... eu estava isento da anuidade de vocês ano passado e este ano voltaram a me cobrar...
– Só com o setor de anuidade, eu transfiro o senhor na sequência... Senhor por favor o código de segurança do cartão.
– Do antigo?
– Não, do novo.
– Eu não recebi o cartão, moça. Foi por isso que eu liguei...
– Infelizmente não vai ser possível alterar o endereço então senhor...
Gargalhei...
– Vou ter que pedir um procedimento interno para que entrem em contato com o senhor para alterar o endereço ok?
Ainda gargalhando:
– Ok, ok!
– Pronto senhor! Em até 4 dias alguém entra em contato para atualizar seu endereço. Algo mais?
– Me passa pro pessoal da anuidade que eu quero rir mais um pouco, faz favor...
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Respeite o que você tem entre as orelhas.
A ordem do título não é minha.
Eduardo Marinho é uma daquelas pessoas que aparecem de vez em quando para inspirar as outras (e não liderar), para ajudar a clarear um pouco as ideias quando elas começam a ficar meio turvas...
Conheci pelo post do Bruno no UoD, mas aí a curiosidade me empurrou a saber um pouco mais do cara e, veja você, já faz um tempão que ele está por aí, se recusando a aceitar o que todo mundo acha normal.
Não tenho a coragem (ainda) de recusar a realidade que me apresentam, mas é bom ouvir as pessoas que tomam a pílula vermelha e saem da Matrix...
Se estiver sem tempo assista pelo menos o primeiro, do TEDxDaLuz... é um resumo polido dos outros todos.
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Contorno de textos no Illustrator
Sempre tive uma única bronca do Illustrator: contorno de textos. Ele simplesmente não tem a opção para contornar por fora como qualquer outro objeto dele. Não tinha.
Graças ao 3232Design (e ao google), descobri que esta opção já existe faz tempo! E com bônus de poder ter vários strokes...
Agora o Illustrator é perfeito.
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Dez resoluções de ano novo para designers
Mais um ótimo texto, desta vez do netmagazine, de autoria do Mike Monteiro (muledesign.com), que tomo a liberdade de traduzir/resumir aqui. A luta continua companheiros! =)
1. Escolha problemas melhores para resolver
Designers são por definição, resolvedores de problemas. E o mundo nunca esteve tão atolado deles. Infraestrutura e economia estão um lixo, falta saúde, comida e água. Não precisamos de fazendinhas digitais, precisamos de fazendas de verdade! Precisamos de soluções para o apocalipse!
Estamos usando tudo o que temos atualmente (processamento, ferramentas e informação rápida) para produzir bobagens. É hora de pensarmos grande, vamos melhorar a vida das pessoas. Deve haver alguma coisa que possamos fazer pela sociedade do que mais um clone do Facebook…
2. Pare de plagiar lixo
Não entenda mal, não sou contra o plágio. Sou contra a qualidade do que você está plagiando. Design é o conhecimento coletivo de tudo o que já foi feito antes. Então aproveite as soluções de outras pessoas, aprenda e veja se consegue melhorá-las. Não é para literalmente roubar códigos e screenshots para o seu trabalho! Mas esteja alerta e aprenda com os que vieram antes de você e se torne a pessoa de quem as próximas gerações irão plagiar.
Não tenha medo de plagiar, apenas faça plágio da coisa certa. Explore, coloque a solução em outro problema, tente resolver o problema de outro modo. E coloque online para outras pessoas plagiarem também! Tentar resolver um problema que já foi resolvido por milhões de designers sem aprender com eles não é só ignorância: é egocentrismo.
3. Pare de tentar salvar trabalho ruim
Você não é Jesus e layouts não existem para serem salvos. Se alguma coisa deu errado, comece de novo. Do contrário a meta vira salvar seu trabalho e não resolver o problema. Layouts não tem sentimentos, você não está abandonando ele…
No minuto em que você percebe que o layout não está funcionando e tenta salvá-lo, você não está salvando o layout, você está tentando salvar seu ego. Trabalhar nisso é desperdiçar tempo.
4. Pare de ser seu próprio obstáculo
Passei os 10 primeiros anos da minha carreira dizendo coisas como "Se eu pudesse fazer esse trabalho do jeito que ele deveria ter sido feito…" e me convencendo de que outra pessoa não me deixava fazer as melhores escolhas.
Pare de fazer design para a expectativa do seu cliente. Dessa forma seu cliente fica na sua cabeça dizendo para aumentar o logo, para diminuir a foto… você está escolhendo a fonte que você acha que seu cliente vai gostar e não a que vai resolver o problema dele! Clientes merecem o seu melhor, não o melhor deles.
Não dá pra trabalhar com medo. Não desista da luta antes do primeiro soco.
5. Você é o culpado
Estourou o prazo? Faltou informação? Isso acontece. Levante sua mão. Deixe todo mundo saber que foi sua culpa. Quanto antes você aceitar essa responsabilidade, mais cedo você consegue consertar a falha. Desculpas não ajudam ninguém. Todo mundo respeita profissionais que admitem suas falhas. Este ano vai ser tudo culpa sua.
6. Seja curioso
Não gaste seu tempo fazendo coisas em que você já é bom: tente fazer coisas que você não sabe. Você pode acabar sendo bom em outras coisas e sabendo honestamente que você é um lixo em outras. Este ano será cheio de novidades, sem mencionar o que continuaremos usando do ano passado: o futuro não é só divertido, é confuso. Esteja preparado.
7. Aprenda a errar rápido
A primeira coisa que eu vejo quando sento com um designer é o nome do arquivo. Se já é 2 da tarde e estamos vendo o arquivo "acme_1.psd", já sei que estamos encrencados. Às duas da tarde o número da versão já deveria ser de 2 dígitos! Ou ele não está querendo errar, ou não está reconhecendo o erro rápido o bastante.
Não tenha preciosismo e cuidado com o layout. Mesmo que ache espetacular na primeira tentativa (não é, acredite), se desafie e tente de outra forma. Você aprende mais fazendo 50 versões diferentes do que tentando fazer a primeira ideia funcionar.
8. Pare de usar sua mãe como exemplo de pessoa estúpida.
"Precisamos deixar isso tão fácil que até minha mãe consiga usá-lo", quantas vezes ouvimos isso?
Você acha que a Chelsea Clinton se pergunta se a mãe entenderia alguma coisa complexa?
Não. Porque a mãe dela é foda. E enquanto sua mãe pode não ser uma secretária do estado, ela foi esperta o suficiente para te criar, te ensinar a ler, navegar na internet e se tornar um profissional. Ela não é tonta. Pare de usar a sua mãe como público alvo e comece a pesquisar para quem você realmente está trabalhando. Um bom design vem de empatia, não de estereótipos.
E mande flores para sua mãe, ela vai saber o que fazer com elas.
9. Aprenda a escrever
90% do design é comunicação. Metade disso se faz escrevendo. Um designer que não escreve, não consegue defender seu trabalho. E um trabalho que não pode ser defendido morre.
Já vi bons trabalhos serem arruinados porque o designer não conseguia dar uma explicação clara da estratégia e metas utilizados, de como ele resolvia bem o problema do cliente. A maior mentira que já te ensinaram é que um bom design se vende sozinho. Quem te ensinou não sabia escrever.
10. Fique confortável em uma discussão.
Esta é a outra metade da comunicação. Você vai passar um bom tempo deste ano apresentando seu trabalho aos clientes. Eles irão perguntar sobre seu trabalho, perguntas que são sua obrigação saber respondê-las. Algumas vezes eles irão pedir modificações que você não concordará. Fique firme. Acalme-se e explique porque a sua solução é a correta. É seu trabalho proteger seu design, de ninguém mais. Às vezes você vai ganhar, outras vai perder. Mas você vai fazer seu trabalho. Pare de desistir só porque alguém pediu mais explicações.
Aproveite o ano, vai ser bem bacana. =)
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Startup de jerico
O termo da moda que tem me irritado ultimamente é "startup". Qualquer ideia, por mais ridícula e impraticável que seja, ganha alguma atenção quando é vestida como startup. Tem até um site que leva essas ideias para investidores em Nova Iorque, e não condeno a iniciativa, pelo menos é um filtro. Mas fico pensando nas bobagens que o investidor tem que analisar...
Recentemente li o livro Mobilize do Ricardo Cavalini, Leo Xavier e Alon Sochaczewiski, e lá eles reforçaram algumas ideias que eu tinha (e descartaram outras bobagens). Mas vale a leitura, meia hora no máximo você lê o livro e acaba, se não com uma startup pra chamar de sua, pelo menos com uma boa visão do meio mobile.
Tive uma rica experiência na Elemidia, onde aprendi um bocado sobre planejamento, acompanhamento e gestão de negócio. Uma boa ideia sozinha não para em pé sem procurarmos (e ouvirmos!) gente que discorde dela. Temos a tendência (inconsciente até e principalmente) de defender nossa ideia e achá-la infalível. É o mesmo mecanismo que usamos para consumir um produto, mesmo que não precisemos dele (alguém lembrou de Steve?)...
Mas descobri que antes de qualquer coisa, uma boa ideia não funciona sem as várias, demoradas, sacais, necessárias e desgraçadas planilhas eletrônicas para planejar e fundamentar seu negócio.
Já teve uma startup de jerico? Diz aí! =)
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Esse branding sem fim...
É triste como pensar a marca, vulgo branding, é importante e está na moda (ainda bem!), e como os detentores dela (da marca, não da moda) às vezes até sabem da importância, mas agem no impulso...
Esse ótimo vídeo veio pelo brainstorm9, aproveita e assina o feed deles...
Historinha rápida e verídica: uma grande empresa lança produtos, um atrás do outro, sem pensar nos caminhos da marca e nos seus valores e num dado momento, ao olhar para os produtos lançados percebe que não existe nenhuma lógica em sua linha. Ao invés de assinar o produto atribuindo seu valor à ele, a marca atrapalha o produto. Então ela vai sumindo cada vez mais a cada lançamento da empresa e no final o que temos é um monte de marquinhas, uma para cada produto.
E como o branding não é exclusividade de grandes empresas (pelo menos não pra mim), outra historinha também verídica: uma perfumaria monta um site (um amigo disse que é bom!) e percebe que isto não aumentou nem vendas e nem visibilidade, ao contrário, aumentou gastos com hospedagem, manutenção, tempo. Mas este público está na internet? Veja bem, estou falando de um pequeno bairro, de uma pequena cidade. Não existe lógica nestes investimentos que acabam virando gastos.
As agências e profissionais devem dar o suporte necessário aos clientes, mas o cuidado é constante (branding está no gerúndio!) e não pode ser responsabilidade exclusiva da agência. Este cuidado deve estar 'incranhado' (diria uma amiga) em todos os funcionários da empresa, incluindo o dono.
Nos dois casos, tanto no grande quanto no pequeno cliente, bastaria uma conversa de meia hora com alguém de comunicação para dar um mínimo de direção evitando desperdício de dinheiro, e nesta opinião, principalmente de tempo.
Mas mesmo com alguém da área ajudando vemos alguns tiros no pé: caso Pôneis Malditos por exemplo... você lembra de quem é mesmo essa campanha?
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Flash Source | Gerenciador de Banners
Este post é para os flasheiros de plantão por aí.
É um arquivo fonte bem simples em AS2 onde tudo o que precisa ser configurado são duas váriaveis:
limite: número de banners na rotação
absoluto: url absoluta até os swfs (se precisar)
Importante! Todos os banners devem chamar no último frame (ou quando acharem conveniente) a função _parent.Le() para disparar o próximo banner ok?
Depois é só jogar os banners na mesma pasta, numerados de 01 a XX (necessariamente com 2 algarismos) e pronto. Aí é só trocar o banner que precisar depois. Os botõezinhos indicando quantos e qual banner está tocando é automático, se quiser pode personalizá-lo no movieclip button.
Então baixe aqui o arquivo, está em Flash 4.
Não coloquei muitos detalhes, o procedimento é bem simples. Mas quem tiver alguma dúvida deixa aí nos comentários que eu vou tirando! =)
[]s
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